Dracena completa 71 anos com incertezas políticas, mas destaques na qualidade de vida

Conhecida como “Cidade Milagre”, a querida Dracena completa nesta quinta-feira (8) seu 71º aniversário. Nesta mesma data, mas no ano de 1945, nomes como Irio Spinardi, João Vendramini, Virgílio e Florêncio Fioravanti lançaram a pedra fundamental e o primeiro rancho que originaram o município. Atualmente, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Dracena conta com 45.847 habitantes.

O município foi criado pela Lei Estadual n.º 233, de 24 de dezembro de 1948 e instalado em 4 de abril de 1949. Neste período, Dracena se transformou em das 150 maiores cidades do Estado, entre 645 municípios de São Paulo, e é polo regional. Em agosto, no Ranking de Eficiência dos Municípios, Dracena ficou entre 200 cidades mais eficientes do Brasil e um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, divulgado em setembro, colocou a “Cidade Milagre” entre as 30 primeiras do Brasil com o melhor quadro de bem-estar.

O primeiro prefeito da história da cidade foi Irio Spinardi, um de seus fundadores, que assumiu em 1949, e foi sucedido por Arthur Pagnozzi, em 1953. Atualmente, o prefeito é José Antônio Pedretti (PSDB), que assumiu o cargo em 2013 e fica até dezembro deste ano, mas não deixará saudades, já recebe e recebeu muitas críticas da população durante sua gestão.

Em outubro de 2016, Pedretti foi derrotado nas urnas pelo vereador Juliano Bertolini (PTN), eleito para comandar a cidade entre janeiro de 2017 a dezembro de 2020. Vereador por três mandatos, o professor obteve 62,03% dos votos válidos, ou seja, 14.207 votos, contra 37,97% de Pedretti, uma ampla e esmagadora vitória.

Mas, apesar da vitória nas urnas, Bertolini teve suas contas desaprovadas pela Justiça Eleitoral na noite desta quarta-feira (7), mas mesmo assim, poderá ser diplomado prefeito no próximo dia 12, quando está prevista a cerimônia, e até empossado em 1º de janeiro do próximo ano.

Primeiro, uma análise técnica do Cartório Eleitoral apontou uma suposta captação ilegal de recursos por parte do futuro prefeito, dizendo, por exemplo, que mesmo sem declarar bens, patrimônios ou contas bancárias no registro da candidatura, Juliano gastou R$ 50,6 mil do próprio bolso em sua campanha. Além disso, dentro da captação de recursos foi apresentada uma nota promissória, que segundo os técnicos do cartório, seriam de empréstimo de R$ 20 mil contraído pelo futuro prefeito de um cidadão comum, ou seja, pessoal para Onivaldo Cavalari, sem passar pelos bancos e instituições financeiras, algo que é ilegal. Os analistas do Cartório Eleitoral sugeriram a reprovação das contas de Juliano.

A defesa de Juliano afirma publicamente que o empréstimo, na verdade, foi feito por Juliano ao Onivaldo, que pagou o valor devido ao prefeito eleito durante a campanha, o que permitiria assim o investimento do próprio bolso em sua eleição. Advogados do eleito dizem que a explicação que constava de que o empréstimo era de Onivaldo para Juliano foi um “lapso formal”, ou seja, um erro na apresentação das contas. Mesmo assim, o Ministério Público Eleitoral também recomendou a rejeição da prestação de contas.

Na véspera do aniversário da cidade, o juiz eleitoral Marcus Frazão Frota rejeitou a apresentação de contas de Bertolini, dizendo que as alegações da defesa do candidato são “obscuras e cheias de contradição”. Agora, o prefeito eleito terá 180 dias para apresentar defesa no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP). As sanções, caso a desaprovação das contas seja mantida, são as mais variadas, podendo ir desde a perda do mandato, cassação, convocação de novas eleições ou somente sanções para que Juliano dispute uma possível reeleição.

Ou seja, Dracena chega aos 71 anos, comemorando o crescimento da cidade, mas com um presente político ruim e criticado e um futuro político ainda incerto. Parabéns aos cidadãos!

 

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